O avesso da revolução: Egito vive clima de repressão maior do que na era Mubarak

CAIRO — No espaço de pouco mais de quatro anos, o Egito passou por dois levantes populares e teve três presidentes no poder. Após a rápida derrubada de Hosni Mubarak, forçada pela Primavera Árabe da Praça Tahrir, experimentou a sensação de democracia: elegeu o primeiro presidente após mais de 30 anos de ditadura, o islamista Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana. Veio então uma onda de sectarismo religioso, que levou a uma nova revolta, que, desembocou no retorno dos militares no poder. [COM VÍDEO]
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INTERNACIONAL

Símbolo da primavera árabe, Praça Tahrir está adormecida

CAIRO — Na virada de 2010 para 2011, o mundo árabe explodiu em maciços protestos contra ditaduras de décadas. E um lugar tornou-se símbolo conhecido mundialmente do clamor por democracia: a Praça Tahrir, no Centro do Cairo, a mais importante do país. Hoje, quem passa pela Tahrir não vê sombra do que ocorreu ali há quatro anos, mas a praça continua nos corações e mentes daqueles que participaram da luta por melhores condições de vida, uma utopia que transpassava todas as classes sociais. [COM VÍDEO]

Presidente da Geórgia: Rússia não fala por diplomacia, mas por armas

RIO — Uma tentativa de golpe militar na Turquia. A Rússia em constante atrito com o Ocidente, ocupando a Península da Crimeia, lutando no Leste da Ucrânia e deixando em alerta os países do Báltico. Azerbaijão e Armênia ainda em conflito por Nagorno-Karabakh. Como é ser presidente de um país no meio disso tudo? Estamos falando de uma das mais dinâmicas regiões do mundo, o Cáucaso, com os mares Cáspio e Negro ao redor. Uma região dinâmica não só hoje, mas historicamente. [ENTREVISTA EXCLUSIVA]

Ação humanitária na mira da violência em zonas de conflito

RIO — No Iêmen, alvos civis estão sendo bombardeados: não que seja deliberado, mas são ataques muito intensos — afirma o diretor da Oxfam no Reino Unido, Mark Goldring, que lidera o trabalho humanitário mundial da organização. A situação piora em relação aos feridos: 266 em 2013/14, contra 197 ao longo dos primeiros oito anos da série; e fica mais grave sobre sequestros: 261 casos, em 2013/14, contra 197 nos nove primeiros anos. Todos os tipos de ataques — tiros, explosões, agressão, sequestros.

‘Eleição mostrou a verdadeira face de Israel’, diz jornalista

RIO - Considerado uma das principais vozes dissonantes em Israel em relação aos palestinos, o jornalista Gideon Levy é categórico: “Essa eleição mostrou a verdadeira face de Israel.” Premiado por entidades de defesa de direitos humanos, já foi acusado por um parlamentar de traição à pátria. Hoje, anda com seguranças e insiste: “Israel comete crimes nos territórios ocupados.” "Foi uma surpresa a vitória de Netanyahu. Mas mostrou uma clara imagem da sociedade israelense." [ENTREVISTA EXCLUSIVA]

NACIONAL

Em uma semana, nova favela do Rio é ocupada por 6.000 famílias

RIO - "Com esse salário mínimo, não tem como sustentar a família. Você paga o teto, e passa fome". O relato da faxineira Cristiane de Barros Silva, moradora da recém-criada favela da Telerj, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resume a realidade em que estão inseridas as mais de seis mil famílias que ocupam um terreno vazio da empresa de telefonia Oi, no bairro do Engenho Novo. Em apenas uma semana, o espaço, constituído de edifícios e galpões abandonados, foi loteado por pessoas oriundas de outras comunidades, que levantaram barracos e tendas no local. [COM VÍDEO]

Pacificação abre caminho para formalização nas comunidades

RIO - A cidade do Rio de Janeiro tem 152 complexos de favelas e 467 favelas isoladas, de acordo com o Instituto Pereira Passos (IPP), que produz estatísticas sobre o município. De acordo com o Censo Favelas Empresarial, da Secretaria estadual da Casa Civil, a maioria dos negócios existentes nessas áreas opera na informalidade. Na Rocinha, em Manguinhos e no Alemão, mais de 90% estão irregulares, segundo o levantamento. Com a pacificação das comunidades, no entanto, este cenário tem começado a mudar. [SÉRIE DE REPORTAGENS]

Projeto de biólogo mostra degradação ecológica do RJ

RIO - Em 1997, o biólogo Mário Moscatelli, então com 32 anos, resolveu empreender um projeto de monitoração de áreas verdes na Região Metropolitana e no Litoral Sul do estado do Rio de Janeiro. O objetivo do Projeto Olho Verde era fazer sobrevoos para tirar fotos aéreas, de modo a acompanhar a degradação de matas, encostas, mangues, rios, lagoas e baías. Para a desolação do biólogo, desde o começo as imagens não eram nada animadoras. "Não tem foto bonita desde o primeiro voo." [REPORTAGEM PREMIADA]

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